
Uma decisão inédita da Fifa provocou forte repercussão no mundo do futebol neste domingo (5). A entidade suspendeu a punição aplicada ao atacante norte-americano Folarin Balogun, permitindo que o jogador atue nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica, mesmo após ter sido expulso na partida anterior diante da Bósnia e Herzegovina.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar uma reavaliação da expulsão. A conversa teria ocorrido poucos dias antes da decisão da entidade, alimentando questionamentos sobre uma possível influência política no caso.
Balogun recebeu cartão vermelho direto após uma entrada considerada perigosa pelo árbitro, decisão confirmada pelo VAR. Pela regra, o atacante cumpriria suspensão automática de uma partida. No entanto, a Fifa decidiu suspender a aplicação da punição com base no artigo 27 do Código Disciplinar, deixando a sanção em período probatório de um ano. Assim, o jogador poderá enfrentar a Bélgica.
A medida gerou reações imediatas. Dirigentes e representantes do futebol belga criticaram a decisão e levantaram dúvidas sobre a imparcialidade do processo disciplinar da Fifa. Especialistas também classificaram a medida como incomum, já que casos semelhantes são extremamente raros em competições organizadas pela entidade.
Após o anúncio, Trump comemorou a decisão em sua rede social, afirmando que a Fifa havia corrigido uma “grande injustiça”. A entidade máxima do futebol, por sua vez, não informou que a ligação presidencial tenha influenciado a decisão e sustentou que o procedimento está previsto em seu regulamento disciplinar.
