Crise na Puma: ações despencam 50% e futuro da marca é incerto

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Crise na Puma: ações despencam 50% e futuro da marca é incerto

A Puma atravessa sua pior crise em quase uma década. Em queda livre na bolsa de valores, a marca de moda esportiva já perdeu mais de 50% do seu valor de mercado nos últimos 12 meses, alcançando o menor patamar desde 2016. O cenário preocupante acontece em meio ao aumento nas tarifas de importação dos Estados Unidos, um dos principais mercados da empresa, forçando uma revisão drástica nas projeções para 2025.

As vendas em regiões estratégicas como América do Norte, Europa e China ficaram abaixo do esperado. Somadas às novas tarifas, que devem reduzir o lucro bruto em cerca de 80 milhões de euros no próximo ano, essas dificuldades expuseram a vulnerabilidade da Puma, que assim como Nike e Adidas, depende da importação de produtos da Ásia, especialmente de países como China e Vietnã.

A empresa também amarga a frustração com o desempenho fraco de relançamentos de modelos retrô como o Speedcat, que não corresponderam às expectativas de vendas. Diante disso, a Puma projeta agora uma queda de “dois dígitos baixos” nas vendas em 2025.

Na tentativa de reverter o quadro, a companhia trocou seu comando: Arthur Hoeld, ex-Adidas, assumiu como novo CEO em julho. Entre as medidas anunciadas estão o corte de investimentos (de 300 para 250 milhões de euros), ajustes na cadeia de suprimentos, revisão de preços e redução de estoques. Ainda assim, após o alerta de prejuízo, as ações da Puma caíram mais 18%, e o JP Morgan prevê impacto negativo no lucro por ação.