A CPI mista do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, após suspeitas de que ele teria atuado como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O nome do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser citado após a Polícia Federal apreender mensagens entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Segundo as investigações, ela teria recebido pagamentos do empresário para intermediar negócios ligados à venda de produtos de cannabis medicinal junto a órgãos de saúde. A empresária nega qualquer irregularidade.
O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que a quebra de sigilo é necessária para esclarecer possíveis vínculos financeiros e societários. A medida foi aprovada por 14 votos a 7.
Após a votação, a sessão foi marcada por confusão e empurra-empurra entre parlamentares da base governista e da oposição. Houve troca de acusações, registro de agressões e pedido de anulação do resultado por parte de deputados do PT, sob alegação de erro na contagem.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rejeitou o pedido e manteve o resultado. Governistas ainda informaram que recorreriam ao presidente do Congresso para contestar a decisão.
