Caso “Orelha” tem reviravolta: adolescentes são inocentados após laudos apontarem doença grave em cão

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Caso “Orelha” tem reviravolta: adolescentes são inocentados após laudos apontarem doença grave em cão

O caso do cão comunitário “Orelha”, que gerou grande repercussão em Santa Catarina e mobilizou as redes sociais, teve uma reviravolta após conclusão do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Segundo o órgão, os adolescentes investigados por supostos maus-tratos foram inocentados depois que laudos periciais apontaram que o animal morreu em decorrência de uma doença preexistente, e não por agressões.

De acordo com o MPSC, uma ampla reanálise das provas reuniu quase dois mil arquivos digitais, incluindo vídeos, fotos, mensagens e dados técnicos. As investigações concluíram que os adolescentes e o cão sequer estiveram juntos na praia no momento em que as agressões teriam ocorrido.

Os exames periciais também não encontraram lesões compatíveis com espancamento. A exumação do corpo identificou um quadro avançado de osteomielite, uma grave infecção óssea na região da mandíbula, associada a problemas periodontais antigos.

O parecer do Ministério Público, com cerca de 170 páginas, afirma que o estado de saúde do animal já era severo e incompatível com a versão inicial de morte causada por violência física. Diante disso, o órgão pediu o arquivamento do caso à Justiça.

O episódio ganhou enorme repercussão após denúncias de que adolescentes teriam agredido o cachorro na Praia Brava, em Florianópolis. A situação provocou revolta nas redes sociais e pedidos de punição rigorosa aos suspeitos.

Com a nova conclusão, o caso passou a levantar discussões sobre julgamentos precipitados e disseminação de acusações antes da finalização das perícias oficiais. O Ministério Público também apontou inconsistências na investigação inicial e informou que a condução do caso poderá ser analisada internamente.

Agora, a Justiça irá decidir se aceita o pedido de arquivamento apresentado pelo MPSC.