Caso Master chega à Argentina e empréstimo de R$ 450 milhões entra na mira de investigação

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Caso Master chega à Argentina e empréstimo de R$ 450 milhões entra na mira de investigação

O chamado Caso Master ganhou um novo capítulo internacional. Autoridades argentinas analisam possíveis conexões entre alvos da Operação Carbono Oculto e irregularidades envolvendo a concessão do estádio Florencio Sola, do Banfield, em Buenos Aires. No centro da apuração aparece um empréstimo de R$ 450 milhões do Banco Master à Reag.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o Ministério Público argentino avalia propor uma cooperação internacional com a Polícia Federal brasileira para investigar as possíveis conexões.

A concessionária responsável pelo estádio é formada por um braço da Reag e uma sociedade anônima argentina ligada a ex-dirigentes do Banfield. A empresa também é investigada pela Justiça argentina no chamado Caso Sur Finanzas, que apura suspeitas de lvagem de dinheiro, desvio de recursos e frude bancária envolvendo pessoas ligadas à Associação de Futebol Argentino (AFA) e antigos dirigentes do clube.

O ponto que conecta o caso ao Brasil é justamente o empréstimo de R$ 450 milhões do Banco Master à Reag, revelado anteriormente e investigado pela Polícia Federal dentro de uma lista de operações consideradas suspeitas envolvendo o banco.

Documentos obtidos pela reportagem indicam que a cédula de crédito bancário referente ao empréstimo teria sido apresentada, traduzida para o espanhol, durante o processo de concessão do estádio como demonstração da capacidade financeira da Reag.

A empresa brasileira também teria apresentado declaração informando que US$ 26 milhões, aproximadamente R$ 148 milhões, estavam reservados pelo Banco Master para investimentos nas obras na Argentina.

O cenário, porém, chama atenção. Cerca de um ano após a concessão e 13 meses depois da assinatura do contrato, o estádio Florencio Sola teria ficado sem energia elétrica por falta de pagamento. As dívidas acumuladas com fornecedores e trabalhadores já se aproximariam de R$ 5 milhões.

Agora, o possível avanço da cooperação entre Brasil e Argentina pode ampliar as investigações e ajudar a esclarecer o caminho dos recursos e as relações entre as empresas envolvidas.