O ex-príncipe do Reino Unido Andrew Mountbatten Windsor voltou ao centro das atenções após novas investigações relacionadas ao caso do bilionário Jeffrey Epstein.
Recentemente, segundo a BBC, ele foi preso no contexto de uma apuração sobre suposto envio de informações confidenciais do governo britânico a Epstein. A polícia investiga possível “má conduta em cargo público”, relacionada ao período em que Andrew atuou como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
O escândalo começou anos antes. Em 2019, a americana Virginia Giuffre afirmou ter sido forçada a manter relações com Andrew quando ainda era menor. O ex-príncipe negou as acusações em entrevista à BBC e rejeitou qualquer irregularidade.
Giuffre alegou que o encontro teria ocorrido na residência de Ghislaine Maxwell, associada de Epstein. O caso gerou repercussão internacional e levou Andrew a se afastar das funções reais ainda em 2019.
Em 2022, ele perdeu títulos militares e firmou um acordo judicial nos Estados Unidos com Giuffre, encerrando a ação civil sem admitir culpa. Com a divulgação dos chamados “arquivos Epstein”, em 2025, seu nome voltou aos holofotes após a publicação de fotos e e-mails que indicariam proximidade com o financista e possível compartilhamento de relatórios comerciais sensíveis.
Sob pressão pública, o rei Charles III retirou oficialmente seus títulos reais. Andrew deixou sua residência oficial em Windsor e passou a viver em uma propriedade privada da família real em Sandringham.
As investigações seguem em andamento tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, e o ex-príncipe continua negando todas as acusações.
