Um dos casos policiais mais intrigantes da história de São Carlos voltou aos holofotes neste domingo (28).
A Rede Record, por meio do programa Domingo Espetacular, citou o famoso caso da “morta-viva” em uma reportagem especial sobre golpes milionários envolvendo seguros de vida.
O caso aconteceu em 2017, quando uma quadrilha tentou aplicar um golpe de aproximadamente R$ 1,4 milhão em seguradoras utilizando uma falsa certidão de óbito em nome de Cristiane da Silva, que, na realidade, estava viva.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o esquema foi arquitetado por um ex-agente funerário, com a participação de familiares, de um corretor de seguros e de um médico. Para colocar o plano em prática, os envolvidos utilizaram os documentos de uma moradora de rua para simular a morte de Cristiane e tentar receber o valor milionário do seguro de vida.
A fraude começou a ser desvendada após uma denúncia anônima. Durante as investigações, a polícia determinou a exumação do túmulo no Cemitério Nossa Senhora do Carmo. No entanto, ao abrir o caixão, os investigadores descobriram que não havia corpo algum, reforçando as suspeitas de que toda a morte havia sido forjada.
Pouco tempo depois, Cristiane foi localizada viva pelas autoridades. A Justiça anulou oficialmente seu registro de óbito, devolvendo sua identidade civil e encerrando um dos episódios mais inusitados da história policial do interior paulista. Os responsáveis pelo esquema acabaram condenados pela Justiça.
Anos mais tarde, em fevereiro de 2023, Cristiane da Silva foi encontrada sem vida em sua residência. Na época, a causa do falecimento foi investigada pelas autoridades.
Ao relembrar o episódio na reportagem especial sobre fraudes milionárias em seguros, a Record destacou um caso que permanece marcado na memória dos são-carlenses e que ainda hoje é lembrado como um dos golpes mais surpreendentes da história do país.
