A Casas Bahia atravessa um amplo processo de reestruturação que pode resultar no fechamento de cerca de 300 lojas e na demissão de até 1,9 mil funcionários, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (14).
A medida faz parte de uma estratégia para reduzir custos, diminuir a presença física da varejista e ampliar a participação das vendas pelos canais digitais.
A empresa enfrenta um período financeiro delicado. Em 2024, foram renegociados aproximadamente R$ 4 bilhões em dívidas, enquanto os prejuízos continuaram pressionando as contas nos períodos seguintes.
Em 2025, as perdas teriam chegado a aproximadamente R$ 3 bilhões. Já no primeiro trimestre de 2026, o prejuízo ficou próximo de R$ 1,1 bilhão.
Diante desse cenário, a redução da quantidade de lojas físicas aparece como uma das principais frentes da reestruturação. A companhia também aposta no comércio eletrônico como parte da estratégia para recuperar eficiência e melhorar seus resultados.
A Casas Bahia é uma das redes varejistas mais tradicionais do Brasil. Criada em 1952 por Samuel Klein, tornou-se conhecida principalmente pela venda de móveis e eletrodomésticos e pela popularização das compras parceladas entre consumidores de menor renda.
Com presença construída durante décadas em diferentes regiões do país, a possível redução de aproximadamente 300 unidades representa uma mudança importante no tamanho de sua operação física.
