Após vir à tona o uso compartilhado de um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) por Janja da Silva, primeira-dama, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, a carona virou alvo de investigação. O trajeto foi realizado a convite do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e teve repercussão após revelação na imprensa.
O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) apresentou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF), pedindo apuração sobre possível uso indevido de aeronave oficial. Segundo ele, a presença de Janja, que não possui função pública formal, e de Moraes, fora de agenda oficial, pode configurar desvio de finalidade e improbidade administrativa.
“Pode haver graves consequências civis, penais e administrativas”, afirmou Kataguiri no documento.
A situação também gerou críticas de parlamentares da oposição. Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, apontou parcialidade de Moraes por viajar com a esposa do presidente Lula. Já Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, ironizou o episódio ao lembrar de impostos pagos pelos brasileiros.
A assessoria de Janja confirmou a viagem. Ela teria embarcado como “carona” em um voo já requisitado por Lewandowski para uma consulta médica ao ginecologista, sem gerar custos adicionais à União.
