
A campanha para a Presidência da República começou oficialmente neste domingo (16), e os principais candidatos escolheram locais ligados às suas trajetórias políticas para dar a largada na corrida eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou seu primeiro grande ato em São Bernardo do Campo (SP), cidade que marcou sua trajetória sindical e política. Já Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, um dos principais símbolos do bolsonarismo.
Lula aproveitou o evento para reforçar sua imagem junto ao eleitorado tradicional e apresentar temas que devem fazer parte de sua campanha, como segurança, saúde, educação e soberania nacional. Flávio, por sua vez, concentrou seu discurso em segurança pública, críticas ao governo federal e defesa do legado de Jair Bolsonaro. A largada mostra que, desde o primeiro dia, os dois principais nomes da disputa apostam na mobilização de suas bases.
Outros candidatos também foram às ruas. Ronaldo Caiado (PSD) começou a campanha em Goiás, com missa e carreata, enquanto Romeu Zema (Novo) escolheu Montes Claros, em Minas Gerais, para seu lançamento. Os dois buscaram apresentar alternativas ao eleitorado de direita, com destaque para segurança pública e críticas ao governo Lula. Renan Santos, do Missão, também integra a disputa presidencial e aparece entre os nomes que iniciam a corrida eleitoral.
Entre os demais candidatos, Samara Martins, da Unidade Popular (UP), realizou um evento de lançamento da campanha com militantes do partido. Edmilson Costa, do PCB, anunciou participação em uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube. Já Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata) e Pablo Marçal (PRTB) não divulgaram agenda pública para este domingo.
A largada acontece em um cenário de forte polarização. Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14) mostrou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%. Caiado e Renan Santos aparecem com 4% cada, Zema com 2% e Augusto Cury com 2%. A disputa, porém, está apenas começando, e os próximos meses serão marcados por viagens, debates, propaganda e busca pelos eleitores ainda indecisos.
