As campanhas de candidatos ligados a São Carlos que disputam uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo já registraram R$ 1,37 milhão em receitas eleitorais nas declarações apresentadas à Justiça Eleitoral até o momento. O levantamento considera seis candidaturas e mostra uma diferença significativa entre os valores arrecadados por cada campanha.
Na dianteira aparece Edson Ferraz (MDB), com R$ 300 mil declarados. Em seguida estão Dé Alvim (Solidariedade), com R$ 281.858,50, e Julio Cesar (PL), com R$ 250 mil. A lista prossegue com Newton Lima (PT), que declarou R$ 193 mil; Elton Carvalho (Republicanos), com R$ 113 mil; e Chico Loco (PSB), com R$ 10 mil.
Somadas, as receitas chegam a R$ 1.377.858,50. Os valores, porém, não representam necessariamente quanto cada candidato terá arrecadado ao final da campanha. A prestação de contas é atualizada conforme as candidaturas registram novas movimentações, e os números podem mudar até o encerramento do processo eleitoral.
A divulgação ocorre justamente durante o período destinado à prestação de contas parcial das eleições de 2026. Pelo calendário eleitoral, de 9 a 13 de setembro, partidos, candidatas e candidatos devem encaminhar à Justiça Eleitoral o relatório parcial de suas movimentações por meio do Sistema de Prestação de Contas, o Conta+JE.
A obrigação tem papel importante na fiscalização do financiamento eleitoral. Os dados permitem acompanhar a origem dos recursos recebidos pelas campanhas, os doadores e as despesas declaradas. As informações ficam disponíveis ao público por meio do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral.
Para o eleitor, a prestação de contas oferece uma fotografia do dinheiro que sustenta as candidaturas durante a corrida eleitoral. No caso dos nomes ligados a São Carlos, os dados divulgados até agora mostram uma arrecadação concentrada em algumas campanhas, enquanto outras ainda apresentam valores mais modestos.
Como as declarações continuam sendo alimentadas e podem sofrer alterações, o cenário apresentado nesta quinta-feira (10) deve ser entendido como um retrato da arrecadação registrada até o momento, e não como o balanço financeiro definitivo das candidaturas.
