Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no país

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© SBCO/Divulgação

O recente diagnóstico de neoplasia na região cervical do narrador esportivo Luís Roberto trouxe à tona discussões importantes sobre os tumores que atingem cabeça e pescoço, além de aumentar a conscientização sobre sintomas e fatores de risco.

O termo “neoplasia” é utilizado na medicina para definir o crescimento anormal de células no organismo. Quando esse processo ocorre na região cervical, pode envolver estruturas como laringe, faringe e tireoide, podendo resultar em tumores benignos ou malignos.

Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que os cânceres de cabeça e pescoço estão entre os mais frequentes no país, com maior incidência entre homens. Um dos principais desafios é o diagnóstico tardio: grande parte dos casos é identificada em estágios avançados, o que dificulta o tratamento.

Especialistas explicam que nem todo crescimento celular anormal representa câncer. Lesões benignas, como verrugas, não se espalham pelo corpo. Já os tumores malignos têm capacidade de invadir outros tecidos e se disseminar, muitas vezes surgindo inicialmente em regiões como boca e garganta e atingindo posteriormente os linfonodos do pescoço.

⚠️ Fatores de risco e sinais de alerta

Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença estão o consumo frequente de álcool, o tabagismo, a infecção pelo HPV e o histórico familiar.

Os sintomas podem variar, mas alguns sinais merecem atenção, como:

  • Dor ou sensação de algo preso na garganta
  • Dificuldade para engolir
  • Rouquidão persistente
  • Feridas na boca ou garganta que não cicatrizam
  • Nódulos no pescoço
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Cansaço constante e febre prolongada

Diferente de outros tipos de câncer, não existem exames de rotina amplamente utilizados para rastreamento precoce dessas doenças. Por isso, a atenção aos sintomas é fundamental para um diagnóstico mais rápido.

🏥 Diagnóstico e tratamento

A confirmação do diagnóstico geralmente envolve exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, além da realização de biópsia.

O tratamento varia conforme o estágio e as características do tumor, podendo incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia. Em muitos casos, quando identificado precocemente, as chances de cura são consideradas positivas.

O alerta dos especialistas é claro: qualquer sintoma persistente deve ser investigado o quanto antes, aumentando as possibilidades de sucesso no tratamento.