A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana, por 330 votos a favor e 118 contrários, o texto-base do projeto que regulamenta serviços de streaming no Brasil, incluindo a criação de um novo tributo sobre o faturamento bruto das empresas que oferecem vídeos, séries e transmissões online.
O voto favorável teve apoio majoritário de partidos como o PL, União Brasil, PP e Republicanos, que defenderam a medida como necessária para equilibrar a competição entre plataformas e o setor audiovisual nacional. Já bancadas como PSOL e PCdoB votaram em massa contra a proposta, alegando que o projeto favorece grandes operadoras e cria novo ônus ao consumidor brasileiro.
Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado no Senado e pode sofrer ajustes nas alíquotas e nas regras de cobrança. Críticos argumentam que o imposto pode encarecer assinaturas de streaming e impactar negativamente o consumo digital no país, ao passo que apoiadores sustentam que parte dos recursos será destinada a fomentar a produção cultural nacional.
Especialistas destacam que a aprovação marca uma guinada regulatória no setor de conteúdo digital no Brasil, alinhando-se a iniciativas internacionais de taxação de plataformas. No entanto, chamam atenção para o fato de que o sucesso da medida dependerá da definição clara de encargos, da fiscalização e de garantias de que a arrecadação beneficiará efetivamente a cultura. Com a votação concluída, o foco agora se volta para o Senado e para a eventual sanção presidencial.
