Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. Trabalhadores do Banco do Brasil também aderiram à paralisação, mas apenas nas regiões representadas por sindicatos que rejeitaram o novo acordo coletivo da categoria.
A mobilização ocorre após assembleias realizadas pelos bancários para analisar a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Na Caixa, os empregados rejeitaram a proposta, levando à paralisação em âmbito nacional.
Já no Banco do Brasil, a situação varia conforme a região. Trabalhadores representados por 39 sindicatos aprovaram o acordo, incluindo São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Niterói e Jundiaí. Outros 60 sindicatos rejeitaram a proposta e aderiram à greve, entre eles os de Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.
A nova convenção prevê reposição da inflação medida pelo INPC e aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também alcança benefícios como vale-alimentação, vale-refeição, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outros auxílios.
O texto ainda estabelece medidas relacionadas à saúde mental e ao combate ao assédio, além do direito à desconexão fora do horário de trabalho e regras para dar maior transparência e estabelecer limites ao monitoramento digital dos funcionários.
Também estão previstos um programa de qualificação e recolocação profissional e mudanças nas indenizações destinadas a funcionários de bancos privados demitidos em decorrência do fechamento de agências.
