Dados recentes da PNAD Contínua 2025 apontam um desequilíbrio na população brasileira: há cerca de 95 homens para cada 100 mulheres no país. A diferença se torna ainda mais evidente em determinadas faixas etárias e regiões.
Entre os idosos, o cenário é mais acentuado. Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, o número de homens acima dos 60 anos é bem inferior ao de mulheres, evidenciando uma disparidade significativa nessa fase da vida.
O Censo de 2022 já indicava essa tendência, mostrando uma população feminina superior em cerca de 6 milhões. Especialistas apontam que fatores como violência e acidentes — que atingem mais os homens — ajudam a explicar essa diferença ao longo dos anos.
Além disso, as mulheres tendem a viver mais. Há uma maior expectativa de vida feminina, associada a cuidados mais frequentes com a saúde e hábitos mais preventivos.
Embora nasçam mais homens do que mulheres, essa proporção se inverte a partir da vida adulta, principalmente devido ao maior número de mortes masculinas por causas externas.
O fenômeno acompanha o envelhecimento da população brasileira e se repete na maior parte do país, com poucas exceções regionais. Em alguns estados, atividades econômicas específicas, como agronegócio e mineração, influenciam o aumento da presença masculina.
