
O Brasil alcançou um novo patamar no mercado global da carne bovina. Além de liderar as exportações mundiais há mais de duas décadas, o país passou a ocupar, em 2025, a primeira colocação também em volume de produção, ultrapassando os Estados Unidos pela primeira vez. A informação consta em relatório recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
De acordo com o órgão norte-americano, a produção brasileira neste ano chegou a 12,35 milhões de toneladas de carne bovina, considerando o peso da carcaça. No mesmo período, os Estados Unidos registraram 11,81 milhões de toneladas. O levantamento histórico do USDA mostra que, desde 2021, o Brasil ainda não havia superado os norte-americanos nesse indicador.
Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no entanto, apontam um cenário mais equilibrado. Segundo a estatal brasileira, a produção nacional em 2025 deve atingir 11,38 milhões de toneladas, volume que praticamente iguala o desempenho dos Estados Unidos, mas sem ultrapassá-lo.
Para 2026, a projeção do USDA indica um empate técnico entre os dois países. A expectativa é de retração na produção brasileira, movimento também citado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Assim, o Brasil deve produzir cerca de 11,7 milhões de toneladas, enquanto os Estados Unidos devem alcançar 11,71 milhões.
A redução da produção norte-americana é atribuída à diminuição do rebanho bovino, que atingiu, no início deste ano, o menor nível em mais de 70 anos. A queda é resultado de períodos prolongados de seca, que afetaram pastagens e elevaram os custos de alimentação dos animais.
