O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou em 2025 a maior área queimada da série histórica, iniciada em 2003. Ao todo, 684.849 km² foram atingidos por incêndios nos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, estabelecendo um novo recorde nacional.
Os dados mostram uma tendência de alta contínua nos últimos anos. Em 2023, a área queimada somou 372.346 km², avançando de forma expressiva em 2024, quando chegou a 592.616 km². O resultado de 2025 supera não apenas o ano anterior, mas também o antigo recorde histórico de 2007, quando 588.387 km² foram queimados.
Na comparação com anos anteriores, o contraste é significativo. Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, o país registrou 250.707 km² de área queimada. Já em 2021, foram 284.526 km², e em 2020, 303.732 km². Antes disso, os registros indicam 170.888 km² em 2018 e 306.882 km² em 2017.
Em 2025, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva e a gestão do Ministério do Meio Ambiente comandado por Marina Silva, os números alcançam um patamar inédito, ampliando a distância em relação à média histórica e reforçando o alerta sobre a gravidade do avanço das queimadas no país.
