O Brasil abriu 1,5 milhão de novas vagas formais de emprego entre janeiro e agosto de 2025, totalizando 1.501.930 postos com carteira assinada. Com isso, o país alcança 48,69 milhões de vínculos formais, o maior número da série histórica.
Todos os cinco grandes setores econômicos registraram saldo positivo no período, com destaque para Serviços, que gerou 773 mil empregos, e Indústria, responsável por 273 mil novas vagas, especialmente na produção de alimentos. Construção, Comércio e Agropecuária também apresentaram crescimento, com 194,5 mil, 153,5 mil e 107,3 mil postos, respectivamente.
Entre os estados, São Paulo lidera em números absolutos, com 436,7 mil novas vagas, seguido por Minas Gerais (152,9 mil) e Paraná (108,7 mil). Em termos proporcionais, Amapá (+6,86%), Mato Grosso (+5,78%) e Piauí (+5,22%) tiveram maior variação no ano.
Somente em agosto, foram criados 147.358 empregos formais, com saldo positivo em 25 das 27 unidades da Federação. Os setores de Serviços, Comércio, Indústria e Construção tiveram resultados positivos, enquanto a Agropecuária registrou queda de 2.665 postos.
No recorte populacional, as mulheres ocuparam 77.560 vagas, e os homens 69.798. Jovens de 18 a 24 anos foram os mais beneficiados, com 94.525 postos, seguidos por adolescentes de até 17 anos, principalmente aprendizes.
A maioria das contratações em agosto envolveu trabalhadores com nível médio completo (96.442) e, por raça, predominaram os pardos (111 mil), seguidos por brancos e pretos. Trabalhadores com deficiência também tiveram saldo positivo, com 820 novos postos.
O salário médio real de admissão em agosto foi de R$ 2.295,01, representando aumento de 0,56% em relação a julho.
