No Dia Nacional da Doação de Órgãos, o Governo Federal anunciou um pacote de ações para fortalecer o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), com R$ 20 milhões em investimentos anuais. O anúncio vem em meio a um crescimento histórico: o país registrou 14,9 mil transplantes no primeiro semestre de 2025, o maior número da série, representando alta de 21% em relação a 2022.
O Brasil ocupa hoje a 3ª posição mundial em número de transplantes e é o único entre os líderes a realizar todos os procedimentos pelo sistema público. Ainda assim, a recusa familiar para doação chega a 45%, o que levou o Ministério da Saúde a lançar o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos (PRODOT). A iniciativa busca capacitar equipes hospitalares, incentivar diálogo com familiares e ampliar a taxa de doações.
Paralelamente, foi lançada a campanha “Doação de Órgãos. Você diz sim, o Brasil inteiro agradece”, que reforça a importância de cada pessoa comunicar sua decisão de doar à família. Hoje, mais de 80 mil brasileiros aguardam por um transplante.
Entre as novidades previstas pela Política Nacional de Doação e Transplantes (PNDT) estão: inclusão de novos procedimentos no SUS, como transplantes de intestino delgado e multivisceral; uso da membrana amniótica em queimaduras; reajuste de 400% na diária de reabilitação intestinal; e a prova cruzada virtual, exame remoto que acelera compatibilidade entre doadores e receptores.
A logística também ganha reforço com a Força Aérea Brasileira (FAB), que desde 2016 já realizou 1.988 missões para transporte de órgãos e equipes médicas.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os avanços representam mais segurança para famílias e pacientes: “Mesmo em momentos de dor, um gesto pode salvar várias vidas. Nosso sistema é reconhecido mundialmente e estamos fortalecendo-o ainda mais”.
Com investimentos, campanhas e novas tecnologias, o Brasil dá mais um passo para salvar vidas e reduzir filas de espera por transplantes.
