Aliados de Jair Bolsonaro (PL) afirmam que o ex-presidente está disposto a apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato ao Planalto em 2026, desde que duas exigências sejam cumpridas: Michelle Bolsonaro (PL) ocupar a vice na chapa e Tarcísio demonstrar capacidade de unir partidos de centro e direita.
A proposta enfrenta resistências internas. Siglas importantes rejeitam a inclusão da ex-primeira-dama, que também é cotada para disputar o Senado no Distrito Federal. Além disso, o próprio Tarcísio tem reiterado que deve tentar a reeleição em São Paulo. Após visitar Bolsonaro em Brasília nesta semana, o governador reforçou publicamente essa intenção.
Interlocutores relatam que Bolsonaro, inelegível e em prisão domiciliar, insiste em manter seu sobrenome diretamente vinculado à chapa presidencial. A aposta seria em Michelle como figura de mobilização, percorrendo o país em nome do bolsonarismo.
A articulação prevê ainda que Tarcísio troque o Republicanos pelo PL até dezembro, caso aceite o projeto nacional. No entanto, o cenário segue indefinido: políticos do centrão trabalham com outras opções para vice, entre elas o presidente do PP, Ciro Nogueira, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Nos bastidores, aliados de Tarcísio afirmam que ele demonstra reservas diante da disputa presidencial, citando o favoritismo de Lula em meio à recuperação da aprovação do governo e sua própria vantagem eleitoral em São Paulo.
Enquanto isso, o Palácio do Planalto avança em sua agenda. Nesta semana, a Câmara aprovou por unanimidade a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, uma das principais bandeiras de Lula para 2026 — medida que contou até com votos do PL.
