O número de estados brasileiros em que o Bolsa Família supera a quantidade de empregos com carteira assinada caiu de 13, em 2023, para 9 em 2025. Apesar da redução, Norte e Nordeste ainda concentram a maioria desses estados, evidenciando as diferenças econômicas entre as regiões do país.
Atualmente, fazem parte da lista Maranhão, Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá. O Maranhão lidera o ranking, com cerca de 460 mil famílias a mais recebendo o benefício do que trabalhadores com vínculo formal de emprego.
No último ano, Sergipe, Pernambuco e Ceará deixaram a lista, refletindo uma melhora no equilíbrio entre o mercado de trabalho formal e o número de beneficiários do programa.
No outro extremo, estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro apresentam um cenário oposto. São Paulo, por exemplo, possui cerca de 12,5 milhões de empregos formais a mais do que famílias inscritas no Bolsa Família.
Segundo os dados, o pente-fino realizado em 2025 retirou 2,1 milhões de famílias do programa. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho continuou gerando vagas, embora em ritmo mais lento devido à desaceleração da economia.
No cenário nacional, o Brasil contabiliza atualmente 48,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 18,8 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família. Ainda assim, quando a análise é feita por estado, as diferenças regionais permanecem expressivas.
