Bets já avisam clubes sobre rescisão de patrocínios caso governo proíba apostas no Brasil

image 174
Bets já avisam clubes sobre rescisão de patrocínios caso governo proíba apostas no Brasil

Casas de apostas começaram a notificar clubes brasileiros sobre a possibilidade de romper contratos de patrocínio caso o governo federal avance com uma Medida Provisória que proíba apostas esportivas e jogos online no país.

Segundo apuração do UOL, a Superbet, patrocinadora de São Paulo e Fluminense, comunicou sobre a possibilidade de rescisão em caso de veto. A Esportes da Sorte também enviou uma notificação aos clubes patrocinados, entre eles o Corinthians. O time paulista confirmou ter recebido o documento e considera o procedimento protocolar diante da possibilidade de uma mudança na legislação.

No caso do Flamengo, a Betano, responsável pelo maior contrato de patrocínio do futebol brasileiro, ainda não teria enviado uma notificação formal. Representantes da empresa, porém, já conversaram com dirigentes do clube sobre os efeitos de uma eventual proibição.

O contrato entre Betano e Flamengo prevê diferentes consequências dependendo da alteração na legislação. Um eventual aumento de impostos pode modificar valores, enquanto restrições aos jogos de cassino provocariam outro tipo de impacto. Já uma proibição geral das apostas levaria à rescisão do acordo, segundo a reportagem.

Atualmente, 13 dos 20 clubes da Série A possuem contratos com empresas do setor, que movimentam mais de R$ 1 bilhão em patrocínios com equipes da elite nacional.

A discussão ocorre enquanto o governo Lula avalia mudanças nas regras do mercado. Reportagens recentes apontam diferentes versões sobre o alcance da eventual MP: enquanto algumas indicam a possibilidade de fortes restrições às apostas esportivas, outras apontam que o foco poderá ficar nos cassinos online. Até o momento, o texto final não foi divulgado, portanto não há proibição em vigor.

Representantes das casas de apostas também avaliam que uma eventual proibição poderá provocar uma disputa judicial, inclusive em razão dos contratos e autorizações concedidos após a regulamentação do setor.