Bacon, salsicha e presunto: OMS classifica carnes processadas como cancerígenas

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Bacon, salsicha e presunto: OMS classifica carnes processadas como cancerígenas

Alimentos comuns na mesa dos brasileiros, como presunto, bacon, salsicha e linguiça, passaram a receber maior atenção da comunidade científica. A Organização Mundial da Saúde classificou as carnes processadas como cancerígenas para humanos, colocando esses produtos no mesmo grupo de risco do tabaco.

A decisão se baseia em uma ampla análise conduzida pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, órgão ligado à OMS, que reuniu dados de diversos estudos realizados ao longo dos anos em vários países. A meta-análise apontou evidências consistentes de que o consumo frequente de carnes processadas está associado ao aumento do risco de câncer colorretal, que atinge o intestino grosso e o reto.

Segundo os pesquisadores, a ingestão diária de cerca de 50 gramas desses alimentos — quantidade equivalente a algumas fatias de bacon ou presunto — já pode elevar significativamente o risco da doença ao longo da vida. Entram nessa categoria produtos que passam por processos como cura, defumação, fermentação ou adição de sal e conservantes para aumentar a durabilidade ou intensificar o sabor.

Além de presunto e bacon, a lista inclui salsichas, salames, linguiças e carnes enlatadas, feitas a partir de carne bovina, suína, frango ou até subprodutos.

A OMS também avaliou a carne vermelha não processada, como boi e porco frescos, classificando-a como fator de risco provável para o câncer, embora com evidências menos conclusivas. O consumo excessivo desse tipo de carne pode estar relacionado a tumores no intestino, pâncreas e próstata.

Apesar do alerta, a organização destaca que a carne possui valor nutricional importante. A recomendação é moderação, equilíbrio na dieta e maior consumo de alimentos naturais, permitindo escolhas mais conscientes sobre saúde e alimentação.