Azeites vendidos como extravirgens são reprovados em análise do Ministério da Agricultura

image 86
Azeites vendidos como extravirgens são reprovados em análise do Ministério da Agricultura

Azeites comercializados no Brasil como extravirgens apresentaram classificação diferente da informada nos rótulos após análises realizadas pelo laboratório de análises sensoriais do Ministério da Agricultura.

Os testes foram realizados para atender a uma determinação judicial relacionada a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), em São Paulo.

De acordo com os laudos, produtos comercializados como azeite extravirgem foram classificados apenas como azeite virgem, categoria diferente daquela apresentada aos consumidores nas embalagens.

Entre as marcas que tiveram inconsistências apontadas nos rótulos estão Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour, além de outras incluídas nas análises.

A diferença entre as classificações está relacionada principalmente às características químicas e sensoriais do produto. O azeite extravirgem corresponde à categoria de maior qualidade e deve atender a determinados parâmetros, incluindo ausência de defeitos sensoriais dentro dos critérios técnicos estabelecidos.

A situação considerada mais grave envolve produtos das marcas Costa D’Oro e Terras de Camões. Segundo as informações apresentadas, amostras foram classificadas como azeite lampante, categoria considerada imprópria para consumo direto.

O azeite lampante apresenta características que impedem sua comercialização diretamente para alimentação, sendo necessário passar por processos de refino antes de poder integrar produtos destinados ao consumo.

As análises colocam em discussão a correspondência entre as informações apresentadas nos rótulos e a qualidade efetivamente encontrada nos produtos vendidos aos consumidores brasileiros.