
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (21) um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a medida, o Teste Imunoquímico Fecal, conhecido como FIT, passa a ser o exame de referência para homens e mulheres sem sintomas.
O exame é indicado para pessoas entre 50 e 75 anos e pode ajudar na detecção precoce da doença, considerada o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, sem contar os tumores de pele não melanoma.
Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de 53,8 mil novos casos por ano no país entre 2026 e 2028.
O FIT é um exame de fezes capaz de identificar pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Entre as vantagens, o teste não exige preparo intestinal, não precisa de dieta restritiva, pode ser feito com apenas uma amostra, é menos invasivo e tende a ter maior adesão da população.
Quando o resultado aponta presença de sangue oculto, o paciente é encaminhado para exames complementares. A colonoscopia segue sendo considerada o principal exame para avaliação do intestino, pois permite visualizar o cólon e o reto e retirar pólipos durante o procedimento.
Especialistas alertam que um resultado positivo não significa necessariamente câncer, já que outras condições também podem causar sangramentos. Por outro lado, um resultado negativo não elimina totalmente o risco, o que reforça a importância do acompanhamento periódico.
