Um voo fretado que utilizaria uma aeronave ligada ao empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo entrou na mira das autoridades da Bolívia após a apreensão de 189 quilos de barras de ouro no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra.
Segundo a Aduana Nacional da Bolívia, a carga seria embarcada com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas foi retida após a identificação de irregularidades na documentação de exportação.
De acordo com as autoridades bolivianas, não foi encontrada a autorização obrigatória para exportação no sistema oficial SUMA, exigido pela legislação do país. Após a análise da documentação, o formulário de exportação apresentado também foi considerado, supostamente, inválido.
A carga foi avaliada em cerca de US$ 25 milhões, e o caso passou a ser investigado por suspeitas de contrabando, comercialização ilegal de recursos minerais e enriquecimento ilícito.
A assessoria do Grupo Dallas, empresa de Valdir Zorzo, informou que o empresário não estava na aeronave e não autorizou qualquer prática em desacordo com a legislação. Em nota, afirmou ainda que Zorzo tomou conhecimento do caso pela imprensa, determinou uma apuração interna e colocou a empresa à disposição das autoridades brasileiras e bolivianas para colaborar com as investigações.
Segundo a empresa, a aeronave atualmente está em território brasileiro e não se encontra apreendida, apesar de ter sido utilizada no voo investigado.
As investigações seguem sendo conduzidas pelo Ministério Público da Bolívia. Um homem de 22 anos, apontado como responsável pelas malas que transportavam o ouro, teve a prisão preventiva decretada. Outras cinco pessoas chegaram a ser detidas, prestaram depoimento e foram liberadas. Também é investigada uma empresa sediada em La Paz por possível ligação com a carga apreendida.
