Aposentadoria em 2026: regras de transição mudam e exigem mais idade e contribuição

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© José Cruz/Agência Brasil

Quem está próximo da aposentadoria precisa redobrar a atenção em 2026. As regras de transição criadas pela reforma da Previdência, aprovada em 2019, são progressivas e passam por ajustes automáticos a cada ano, alterando idade mínima, pontuação e critérios para a concessão dos benefícios.

Tempo de contribuição: novas exigências

Duas regras de transição sofreram alterações na virada de 2025 para 2026. Na regra por pontos — que soma idade e tempo de contribuição — a exigência passou a ser de 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. Servidores públicos seguem a mesma lógica, mas precisam cumprir idade mínima (62 anos para homens e 57 para mulheres), além de 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo.

Já na regra que combina idade mínima com longo tempo de contribuição, a idade subiu para 59 anos e meio (mulheres) e 64 anos e meio (homens). Esse limite aumenta seis meses por ano até atingir 62 anos e 65 anos, respectivamente, em 2031. O tempo mínimo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 para homens.

Professores

Para professores, a idade mínima em 2026 passou a ser de 54 anos e meio para mulheres e 59 anos e meio para homens, além do tempo mínimo de contribuição no magistério: 25 anos (mulheres) e 30 anos (homens). As idades também sobem gradualmente até 2031.

Aposentadoria por idade

A regra da aposentadoria por idade já está totalmente em vigor. Homens se aposentam aos 65 anos e mulheres aos 62, com pelo menos 15 anos de contribuição.

Simulações pelo INSS

O INSS permite simular a aposentadoria pelo site ou aplicativo Meu INSS. A ferramenta mostra quanto tempo falta para o benefício em cada regra vigente e permite salvar o resultado em PDF.

Regras encerradas

As regras de pedágio de 50% e 100% já foram integralmente cumpridas e não geram novos benefícios a partir de 2026, tanto no setor privado quanto no serviço público.