Após morte da jovem Juliana, família autoriza doação de órgãos e salva vidas

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Após morte da jovem Juliana, família autoriza doação de órgãos e salva vidas

A dor da perda da jovem Juliana Reijane Neo se transformou em um gesto de amor que vai impactar diversas vidas. Após a morte, neste sábado (2), em São Carlos, a família autorizou a doação de órgãos, permitindo que outras pessoas tenham uma nova chance.

Juliana faleceu em decorrência de meningite, causando grande comoção entre familiares, amigos e toda a comunidade.

Na madrugada do mesmo dia, a Santa Casa de São Carlos realizou a terceira captação de órgãos do ano de 2026. A operação contou com a retirada de coração, fígado, pâncreas, rins e vasos, mobilizando equipes especializadas de diferentes regiões do estado.

O coração foi encaminhado para São Paulo, em uma operação que exigiu logística rápida devido ao curto tempo para transplante. Já o fígado seguiu para Barretos, enquanto os rins foram destinados a Ribeirão Preto e São Paulo, e o pâncreas também foi levado para a capital.

O procedimento também marcou um avanço importante para a instituição, sendo a primeira vez que a Santa Casa realizou a captação de pâncreas.

Toda a ação contou com o trabalho da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, responsável por acompanhar o processo e dar suporte à família em um dos momentos mais difíceis.

A Santa Casa reforça que a doação de órgãos só acontece com a autorização familiar, o que torna esse gesto ainda mais significativo. Em meio à dor da despedida, a decisão de doar representa esperança para quem aguarda por um transplante.

Em um momento de perda irreparável, a atitude da família de Juliana transforma luto em vida, mostrando que, mesmo diante da dor, é possível fazer o bem e deixar um legado que ultrapassa qualquer despedida.