Pesquisas recentes têm mostrado que o estado emocional dos tutores influencia diretamente o comportamento de seus animais de estimação. Um estudo da Universidade de Linköping, na Suécia, identificou que cães e donos compartilham níveis semelhantes de cortisol, hormônio associado ao estresse. Quando o tutor está sob pressão, o pet tende a apresentar a mesma resposta fisiológica. Já em contextos mais tranquilos, os marcadores hormonais de ambos se mantêm baixos.
Além da resposta biológica, cientistas observaram indícios de “contágio emocional”. Cães conseguem captar mudanças sutis no humor humano por expressões faciais, entonação da voz e até pelo cheiro. Pesquisadores da Universidade de Bristol mostraram que o odor de uma pessoa estressada pode levar o animal a se comportar de maneira mais pessimista em testes cognitivos.
Embora a maioria dos trabalhos se concentre em cães, estudos com gatos sugerem fenômeno semelhante. Em uma pesquisa com quase 4 mil tutores, observou-se que a disponibilidade emocional do dono está diretamente relacionada ao grau de proximidade no vínculo com o felino.
Os resultados reforçam que a convivência entre humanos e animais vai além do cuidado físico: emoções também se refletem nessa relação.
