Na noite de quarta-feira, 30 de julho de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi recebido com vaias por torcedores durante o clássico entre Corinthians e Palmeiras, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na Neo Química Arena, em São Paulo. O incidente ocorreu quando a imagem do magistrado apareceu no telão do estádio, gerando uma reação imediata da torcida.
Em resposta às provocações, Moraes, que assistia ao jogo de um camarote, exibiu o dedo do meio ao público, gesto capturado por torcedores e amplamente divulgado nas redes sociais, onde o episódio rapidamente viralizou. A atitude dividiu opiniões online, com alguns defendendo o ministro como torcedor apaixonado e outros criticando a conduta como inadequada para um representante do Judiciário.
O momento ganha contornos ainda mais delicados devido às sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro no mesmo dia, com base na Lei Magnitsky, que acusa Moraes de violações de direitos humanos. Até o momento, o magistrado não se pronunciou oficialmente sobre as sanções ou o incidente no estádio, deixando o debate em aberto sobre os limites de expressão de um ministro do STF em contextos públicos. Enquanto isso, questiona-se: se um cidadão comum, como você ou eu, dirigisse tal gesto à Suprema Corte, enfrentaria consequências severas, possivelmente judiciais, por desacato ou desrespeito às instituições. A impunidade percebida no caso de Moraes alimenta discussões sobre consistência e aplicação da lei.
