Alerta para os próximos meses: chance de El Niño muito forte sobe para 95%

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Alerta para os próximos meses: chance de El Niño muito forte sobe para 95%

O El Niño está ganhando força rapidamente no Oceano Pacífico e pode atingir intensidade muito forte ainda neste ano. A NOAA, agência climática dos Estados Unidos, atualizou nesta quinta-feira (13) suas projeções e passou a estimar em 95% a probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro.

A previsão aumentou consideravelmente em apenas um mês. No boletim divulgado em 9 de julho, essa possibilidade era calculada em 81%. Para o período entre novembro e janeiro, a chance de intensidade muito elevada agora é de 90%.

Outro dado chama atenção: segundo as projeções atuais da temperatura oceânica, existe 69% de chance de o episódio ficar entre os maiores registrados desde 1950.

O aumento das probabilidades acompanha o rápido aquecimento do Pacífico Equatorial. Na região conhecida como Niño 3.4, uma das principais referências utilizadas para acompanhar o fenômeno, a anomalia semanal da temperatura passou de +1,2°C em julho para +1,8°C em agosto.

O El Niño acontece quando as águas do Pacífico Equatorial permanecem anormalmente aquecidas e provocam alterações na circulação atmosférica, capazes de modificar padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.

E o que isso pode significar para o Brasil? Historicamente, episódios de El Niño favorecem mais chuva no Sul, aumentando em determinadas situações o risco de temporais e cheias.

No Norte e em parte do Nordeste, a tendência é de redução das chuvas e agravamento de períodos de seca. Já no Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos costumam ser mais irregulares, podendo favorecer períodos de calor mais frequentes, chuvas mal distribuídas e alterações na passagem das frentes frias.

A intensidade final, entretanto, ainda dependerá de quanto o oceano continuará aquecendo e de como a atmosfera responderá nos próximos meses.

Entre os episódios recentes, destaca-se o El Niño de 2014 a 2016, classificado como muito forte. O evento de 2023–2024 também esteve entre os mais intensos já registrados.

Com o pico do atual fenômeno projetado justamente para o período entre o fim da primavera e o início do verão, meteorologistas continuarão acompanhando sua evolução e os possíveis impactos sobre o clima brasileiro.