Advogada de Imobiliária Consegue Penhora de Bens da Igreja Mundial Após Disputa por Imóvel Luxuoso

IMG 20250330 WA0031
Advogada de Imobiliária Consegue Penhora de Bens da Igreja Mundial Após Disputa por Imóvel Luxuoso

Uma disputa judicial que se arrastou por anos chegou a um estágio significativo em São Paulo.

A advogada da imobiliária em questão, responsável por representar o proprietário de um imóvel alugado pela Igreja Mundial do Poder de Deus, obteve na Justiça a penhora de bens da instituição liderada pelo pastor Valdemiro Santiago. A decisão foi motivada pelo não pagamento de aluguéis que acumularam uma dívida superior a R$ 25 mil, além de danos extensos causados à propriedade localizada no Jardim Santa Eliza, em São Carlos.

O imóvel em questão, equipado com piscina, banheira de hidromassagem e outras comodidades de alto padrão, foi oferecido para abrigar pastores da igreja. No entanto, segundo o proprietário, a cada mês um pastor diferente ocupava o local, e os pagamentos do aluguel, inicialmente acordados, deixaram de ser honrados. “Tive que recorrer ao despejo, mas a batalha foi longa e desgastante”, relatou o dono do imóvel, que preferiu não se identificar.

Após a saída da Igreja Mundial, o estado da casa chocou o proprietário: paredes danificadas, móveis quebrados e a estrutura geral em condições precárias. “Deixaram a casa em migalhas, completamente destruída”, afirmou. A tentativa de receber os valores devidos durante o processo, esbarrou em uma estratégia financeira da instituição: os dígitos, principal fonte de receita, foram depositados diretamente nas contas de fiéis por meio de máquinas de cartão de crédito, dificultando a execução de cobranças.

Diante desse cenário, a advogada da Imobiliária levou o caso ao Judiciário, que encontrou uma solução. O juiz Dr. Jorge Panserini, responsável pelo processo, autorizou a penhora dos bens localizados no interior da sede da Igreja Mundial, mas com uma ressalva: a medida não poderá ser realizada durante os horários de culto, respeitando o funcionamento religioso da instituição.

A decisão marca uma vitória para o imobiliário e o proprietário, que enfrentaram anos de impasse.

“Foi um trabalho árduo, mas a Justiça reconheceu o direito do meu cliente. A penhora dos bens é um passo importante para reparar os prejuízos”, destacou a advogada. O valor de R$ 25 mil refere-se apenas à dívida inicial, sem contar os custos de reparo do imóvel, que ainda estão sendo avaliados.

O caso levanta debates sobre a gestão financeira de entidades religiosas e a responsabilidade no cumprimento de contratos. A Igreja Mundial do Poder de Deus não se manifestou publicamente sobre a decisão até o momento. Enquanto isso, o proprietário espera que a penhora dos bens – que pode incluir itens como equipamentos de som, mobiliário e outros objetos de valor – ajude a cobrir parte do rombo deixado pela locação frustrada.

A Justiça agora organiza os próximos passos para a execução da penhora, que deverão ocorrer em breve, fora dos horários reservados aos cultos. O desfecho do processo é aguardado com atenção, podendo servir de precedente em situações semelhantes.