A proibição das apostas de quota fixa no Brasil já provoca uma consequência no mercado digital. Um levantamento divulgado pelo jornalista Luiz Bacci aponta que 346 novas plataformas piratas surgiram poucas horas após a decisão do governo federal de acabar com o mercado regulamentado de bets no país.
Segundo a publicação, as novas plataformas começaram a ocupar o espaço deixado pelas empresas que operavam dentro do sistema brasileiro de regulamentação. Os sites clandestinos funcionam fora das regras nacionais e, em muitos casos, possuem suas operações sediadas no exterior.
A mudança ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editar a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proíbe a exploração e a oferta de apostas de quota fixa no Brasil, abrangendo apostas esportivas e jogos on-line. A MP também estabelece um período de transição para as empresas que estavam autorizadas a operar legalmente no país.
Diferentemente das empresas que estavam autorizadas pelo Ministério da Fazenda, as plataformas piratas não estão submetidas às mesmas exigências brasileiras relacionadas à identificação dos usuários, publicidade, jogo responsável, proteção de dados e fiscalização financeira.
Agora, um dos principais desafios será justamente impedir que o fim do mercado legal abra espaço para a expansão das bets piratas, especialmente aquelas hospedadas fora do Brasil e que continuam acessíveis pela internet.
