A insatisfação entre servidores técnico-administrativos da Universidade de São Paulo ganhou força nos últimos dias e resultou na aprovação de uma greve por tempo indeterminado, com início previsto para esta terça-feira (14).
O movimento foi impulsionado, segundo os trabalhadores, por medidas adotadas pela reitoria que teriam ampliado a percepção de desigualdade interna, especialmente após a concessão de benefícios direcionados apenas a docentes. A decisão foi interpretada por parte da categoria como um sinal de desvalorização das demais funções dentro da instituição.
A mobilização cresceu a partir de reuniões realizadas em diferentes unidades, que registraram participação expressiva. O ápice ocorreu em uma assembleia que reuniu grande número de servidores presencialmente e também de forma online, onde a paralisação foi aprovada com ampla maioria.
Durante o encontro, os trabalhadores também receberam manifestações de apoio de estudantes, representantes de outras categorias e parlamentares, reforçando o caráter coletivo da mobilização.
Entre as principais reivindicações estão a busca por isonomia salarial, reajuste para recomposição de perdas acumuladas, melhorias em benefícios e apoio a pautas estudantis e de trabalhadores terceirizados. A categoria também defende mudanças estruturais, como novas contratações e revisão de condições de trabalho.
Após a decisão pela greve, representantes do movimento informaram que já solicitaram formalmente a abertura de negociação com a reitoria, destacando que o objetivo é buscar um acordo que atenda às demandas apresentadas e restabeleça o diálogo institucional.
