A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, que deveria entrar para a história como um marco de celebração, emoção e alegria, acabou sendo lembrada pela frustração, tristeza e indignação de milhares de corredores.
Sob responsabilidade da Vega Sports, a organização da prova deixou a desejar justamente na edição mais simbólica e tradicional do atletismo brasileiro. Os problemas começaram ainda na fase de inscrições, quando muitos atletas enfrentaram longas filas virtuais e, ao finalmente chegar sua vez, eram inexplicavelmente redirecionados para o fim da fila, gerando desgaste e revolta.
No período de retirada dos kits, a situação se agravou. Mais de 4 mil atletas ficaram sem a camiseta oficial da prova. A organização alegou extravio da carga e informou que faria o envio posterior aos participantes prejudicados. No entanto, os transtornos não pararam por aí.
Com mais de 55 mil inscritos, a corrida apresentou falta de água em diversos pontos do percurso, colocando em risco a saúde e o desempenho dos atletas. Para completar a série de falhas, mais de 5 mil corredores cruzaram a linha de chegada sem receber a medalha de participação — símbolo máximo de conquista e superação para quem completa a prova.
A organização afirmou que as medalhas teriam sido roubadas por funcionários. No mesmo dia, porém, membros do staff foram flagrados vendendo medalhas no metrô, além de surgirem relatos de que os itens estariam sendo comercializados em sites por valores que chegavam a R$ 500.
A centenária Corrida de São Silvestre, que sempre foi um sonho para corredores do Brasil e do mundo, infelizmente se transformou, para muitos atletas, em um verdadeiro pesadelo.
